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Foi realizada a prisão de acusado por desastre que matou cinco jovens na MG-050

O jovem Gabriel Dornella, 23 anos, de Piumhi, réu no processo criminal relativo ao acidente que matou cinco jovens e deixou 11 pessoas feridas, foi preso por volta de 18h, de segunda-feira, dia 19, quando chegava em uma Faculdade, em Belo Horizonte. A prisão ocorreu devido a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Em entrevista ao Tribuna, Damares Couto, a mãe de Manoel Luiz do Couto Sá, que foi vítima do acidente, destacou que a prisão de Gabriel é o primeiro fato concreto no sentido de fazer justiça e ocorreu porque ele descumpriu medidas restritivas de liberdade impostas pela Justiça.

Damares contou que no final de setembro Gabriel foi visto em uma festa, em uma boate, em Belo Horizonte. Como ele estava proibido pela Justiça de frequentar esse tipo de evento, foi feita uma denúncia ao Ministério Público que, então, realizou uma investigação, comprovou o fato e solicitou a prisão do acusado. O pedido do MP foi acolhido pelo juiz que atua no processo e a prisão foi executada.

Apesar da prisão, Gabriel não foi condenado pelos crimes dos quais é acusado no processo, que continua em andamento. “Eu e meu marido sempre entramos na internet para acompanhar o processo, ele não está parado, tem de duas a três movimentações por mês, mas foram arroladas muitas testemunhas de defesa da parte do Gabriel. A gente sabe que isso é jogo deles para ganhar tempo [atrasar o processo]. Já se passaram quatro anos e cinco meses, então é um tempo de sofrimento para nós [famílias das vítimas] e para eles também [família do acusado].

Damares destacou que as famílias das vítimas querem que seja feita Justiça para as duas partes. “Queremos ter a tranquilidade de que nossos filhos não morreram em vão. Foram cinco jovens, cinco vidas ceivadas, a sociedade precisa de uma resposta e nós precisamos de uma resposta também, queremos que este caso sirva de exemplo para os jovens terem mais responsabilidade diante do volante”, disse.

Segundo Damares, o acusado tinha autorização da Justiça para estudar em Belo Horizonte. Antes da prisão preventiva, a Justiça tinha concedido liberdade condicional ao acusado até o julgamento do processo, mas ele deveria cumprir as medidas restritivas.

Restrição de liberdade

O pedido de restrição da liberdade de Gabriel foi apresentado à Justiça em agosto de 2014, pela delegada da Polícia Civil, Mirelle Porto Garrido, que estava à frente da investigação na ocasião.

Na época, em entrevista ao TRIBUNA, Mirelle informou que o objetivo era evitar que o jovem cometesse novos delitos.

De acordo com as medidas acolhidas em decisão judicial, Gabriel teria que comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar as atividades dele; estava proibido de ir ou frequentar festas, bares e locais abertos ao público; não poderia ausentar-se da Comarca de Piumhi sem comunicação prévia à Justiça; teria que ficar em casa à noite e em dias de folga (caso ele trabalhasse) a partir das 19h; estava proibido de dirigir veículo automotor (a permissão dele para dirigir, que era provisória, foi apreendida e suspensa); e o passaporte do rapaz seria recolhido pela Justiça de Piumhi para impedir que ele fizesse qualquer viagem para fora do país.

O desastre

O desastre aconteceu na MG-170, em Pimenta, no dia 5 de julho de 2014. O jovem, que na ocasião do desastre tinha 18 anos, dirigia um Jetta que bateu em dois veículos que estavam parados na margem da rodovia. Ele foi acusado pelo acidente e responde processo judicial por homicídio doloso (quando há intenção, ou se assume o risco de matar), tentativa de homicídio com dolo eventual; embriaguez ao volante; e direção perigosa.

No inquérito policial – entregue à Justiça em agosto de 2014 pela Polícia Civil – Gabriel é acusado de homicídio doloso pelas mortes de Manoel Luiz do Couto Sá, Marcos Roberto Gonçalves, Camila Aparecida Costa, Marcelo Luis Gonçalves e Gisele Cristina Lima, que faleceram no local da tragédia. Já a acusação de tentativa de homicídio com dolo eventual é em relação às vítimas sobreviventes do acidente Elen Caroline Gonçalves, Thamara Gonçalves Neves, Letícia Aparecida Ferreira, Matheus Vinícius Gonçalves e aos passageiros do VW Jetta Leonardo Toledo de Oliveira, Gabriel Terra Goulart, Otávio Leão Macedo Cunha, Raul Leão Macedo Cunha, André Lopes Costa e Juliano Ferreira da Silva.

O inquérito apontou o que foi considerado para o indiciamento de Gabriel. “Ingestão de bebidas alcoólicas durante uma festa, de maneira preordenada, horas antes do sinistro; praticou direção perigosa ao dirigir em velocidade excessiva na rodovia MG-170, em fase de obras e também em ruas em torno do Parque de Exposições de Pimenta onde havia expressivo fluxo de pedestres e veículos em razão do horário correspondente ao término de grande evento festivo, tendo conhecimento da antijuridicidade do comportamento que estava praticando; transportava irregularmente em seu veículo, de maneira negligente, sete pessoas “ao todo”, ou seja, com número de passageiros superior à capacidade do automóvel, estando a maioria sem os cintos de segurança”.

Alta velocidade

Os peritos afirmaram que Gabriel dirigia a 90km/h no momento do acidente. Segundo o relatório da perícia, no trecho havia placas indicando a velocidade máxima de 40 km por hora.

 

fonte Tribuna de Minas

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