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Pirâmide de São Tomé à venda

 

Pessoas foram ontem ao Parque Antônio Rosa para defender que estrutura, que é particular, seja desapropriada pela prefeitura(foto: Reprodução da Internet)

 

A pirâmide do Parque Antônio Rosa, em São Tomé das Letras, no Sul de Minas, foi colocada à venda e o fato gerou revolta na cidade. O ponto turístico, tombado como patrimônio histórico, está localizada em uma região particular. Moradores do município fizeram protesto ontem. De acordo com a prefeitura, a pirâmide é tombada como patrimônio paisagístico da cidade. Ela foi construída há 40 anos, em uma área particular dentro do Parque Antônio Rosa. O local tem 111 hectares e pertence ao município. Já a pirâmide é de propriedade de uma pessoa do estado de São Paulo.
 
 
O anúncio sobre a venda foi feito por uma imobiliária de Três Corações, na quarta-feira. O valor pedido é de R$ 1,2 milhão. “Fomos pegos de surpresa com a notícia. Até porque o valor não compete. A pirâmide vale muito mais do que isso”, disse a moradora Benvinda Martorell, dona de restaurante. Moradores da cidade fizeram um protesto com faixas e cartazes ontem. Eles foram até o local para pedir que a pirâmide seja desapropriada pela prefeitura.
 
“Não tem algo mais simbólico na cidade do que a pirâmide. Assim que ficamos sabendo da notícia, uma mobilização foi feita nas redes sociais. O local tem mais de 40 anos e foi tombado há cerca de 18 anos. O dono nunca tomou posse. O objetivo foi pressionar a prefeitura para que a pirâmide continue sendo do público e mostrar a algum interessado na possível compra que os moradores não estão de acordo. Por isso, vamos fazer outra manifestação no sábado (6/2) durante o pôr do sol”, ressalta a moradora.
 
A Prefeitura Municipal de São Tomé das Letras publicou nota esclarecendo o caso. “Informo a todos que já tem um tempo que tenho tentado negociar com o proprietário a compra do imóvel pelo poder público. Apesar de ser tombada como patrimônio paisagístico, é um imóvel particular. O dono tem a escritura. É interesse do município adquiri-la, sim”, afirma o prefeito Tomé Reis Alvarenga.
 
O prefeito explicou que a prefeitura está tentando de tudo para adquirir o local, mas a aquisição deve ser feita de forma legal, mediante justa indenização, conforme a lei”. Já temos uma nova reunião agendada com o proprietário, onde pretendemos, finalmente, resolver a situação”, completa.
 

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