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Polícia Civil prende empresários envolvidos em fraude com dinheiro público

Na 6ª fase da Operação Malebolge, a Polícia Civil de Araxá prendeu na manhã desta quarta-feira (10/2) dois empresários que atuam no segmento de tacografia, nas sedes de suas empresas. A Operação apura irregularidades em contratos entre a Prefeitura e empresas de transporte por vans.

Segundo informações do delegado regional, Renato Alcino, os dois empresários detidos são suspeitos de adulterar equipamentos para que prestadores de serviços da Prefeitura de Araxá pudessem obter um valor superior ao que era devido nos transportes escolares rurais. 
 
Além disso, as empresas foram alvo de busca e apreensão, sendo bloqueados os bens dos dois investigados. Segundo a Polícia Civil, são prestadoras de serviço relacionadas a tacógrafos e hodômetros.
 
 
Os empresários, que não tiverem os nomes divulgados e foram presos temporariamente, foram ouvidos na PC de Araxá na manhã desta quarta-feira.
 
“De acordo com as investigações (que apuram desvio e lavagem de dinheiro na Prefeitura do município, além de outros crimes), um dos empresários adulterava equipamentos para marcar 30% a mais da distância efetivamente percorrida. Além disso, segundo a investigação, o outro empresário é suspeito de fraudar hodômetros de veículos que foram apreendidos na primeira fase da operação Malebolge”, contou o delegado.
 
Já o outro empresário, segundo a PC de Araxá, é suspeito de fraudar hodômetros de veículos que foram apreendidos na primeira fase da operação. 
 
A Operação “Malebolge” foi iniciada em agosto do ano passado para apurar um suposto esquema criminoso entre empresas e pessoas ligadas à Prefeitura do município. As apurações deram conta de que foram desviados R$ 5.646.551 do município, desde o ano de 2015.
 

Outros investigados

 
Na semana passada, a ex-secretária de governo da prefeitura de Araxá, o marido e a filha foram interrogados pela PC. O delegado Renato Alcino informou que os três tentaram justificar a origem de dois imóveis suspeitos de terem sido adquiridos a partir de lavagem de dinheiro. 
 
Segundo as investigações, além deles, um casal sócio de uma empresa de transportes que atuava na cidade e o filho deles, foram indiciados e são suspeitos de compor a organização criminosa. 
 
Todos eles respondem por peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 
 
Em dezembro, o então prefeito de Araxá, Aracely de Paula também foi ouvido pela PC. Sobre os supostos desvios de recursos públicos por meio de fraudes em contratos de transporte por vans, o ex-prefeito disse que não tinha conhecimento. 
 
O inquérito da operação foi aberto em agosto e foi finalizado no dia 14 de setembro. Mas a ação resultou em desdobramentos que continuam sendo investigados.
 
As investigações da Operação Malebolge apontam ainda sobre supostos desvios de recursos que seriam destinados à assistência a idosos e pessoas com deficiência.

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